Sif Top Dicas Crise climática: o mundo está ficando mais quente?

Crise climática: o mundo está ficando mais quente?



Veja mais sobre o que a ciência fala sobre o fenômeno do aquecimento global, suas causas e consequências.

Há algumas décadas, cientistas de diferentes lugares do mundo investigam o fenômeno que ficou conhecido como “crise climática”, que se refere ao aumento da temperatura média do planeta Terra devido ao acúmulo de CO2 e outros gases que intensificam o efeito estufa na atmosfera. 

É importante lembrar que o efeito estufa é um fenômeno natural e essencial para manter a temperatura da terra em níveis adequados para a manutenção de todas as formas de vida existentes hoje. O problema é que a emissão desses gases poluentes intensifica o processo e eleva a temperatura média, provocando mudanças drásticas no mundo. Confira mais informações sobre o assunto antes de comprar ar-condicionado e aquecedor.

Efeito estufa

Estufa é uma câmara fechada com estruturas e painéis de vidro transparente usada sobretudo em locais mais frios para viabilizar o cultivo de legumes e plantas ornamentais. Quando a temperatura sobe, a estufa permite que raios solares entrem e impede que esse calor volte para o lado de fora. Na prática, a estufa retém o calor e mantém a temperatura propícia para que os vegetais se desenvolvam.

Com a Terra, ocorre algo parecido. O  efeito estufa é o processo físico no qual uma parcela da radiação infravermelha é emitida pela superfície terrestre e é absorvida pelos gases estufa presentes na atmosfera. Quando essa radiação chega à atmosfera, os gases estufa a absorvem e impedem o seu retorno para o espaço.

O gás estufa mais conhecido é o dióxido de carbono (CO2). Sem ele, a Terra seria muito fria para os seres vivos. Contudo, a atividade humana nos últimos dois séculos — especialmente pela queima de combustíveis fósseis para obter energia — elevou a concentração dos gases estufa, o que tem aumentado a temperatura média do planeta.

Cientistas estimam que a primeira Revolução Industrial foi o grande marco que deu início a essa intensificação do efeito estufa. É importante mencionar que a quantidade de dióxido de carbono levou milhares de anos para mudar e a ação humana conseguiu aumentar seus níveis expressivamente em menos de um século.

Medição

As agências que medem o quanto a temperatura média da Terra está aumentando utilizam metodologias diferentes, o que acaba originando estimativas distintas. Contudo, todas elas (Nasa, NOAA, Agência Meteorológica do Japão, UK Met Office) são unânimes em afirmar que o planeta está ficando mais quente.

Elas apontam que os últimos cinco anos foram os cinco mais quentes desde 1850 e 18 dos 19 anos mais quentes ocorreram desde 2001. Cientistas também indicam que esse aquecimento foi acelerado especialmente a partir da década de 1970.

Causas

Uma das principais causas para esse fenômeno é a emissão de poluentes pelas indústrias e pelos veículos a partir da queima de combustíveis fósseis para a obtenção de energia. Outro fator relevante é o desmatamento de florestas e a poluição de mares e oceanos, pois prejudica algas e fitoplânctons presentes nos oceanos, responsáveis por absorver boa parte do dióxido de carbono presente na atmosfera.

A pecuária também contribui para o aquecimento global: estudos apontam que a pecuária bovina é responsável por pelo menos 50% dos gases estufa, especialmente o gás carbônico e o metano (presente nas flatulências do boi).

Efeitos

Alguns dos efeitos resultantes da crise climática, segundo o previsto por cientistas, são o branqueamento de recifes de corais e piora da qualidade e da quantidade de água disponível (a partir de maiores períodos de seca e mudança nos padrões de chuva). Estudiosos também apontam o aumento da mortalidade de dezenas de milhares de idosos e uma maior incidência de doenças como a malária e a dengue. 

Grandes centros urbanos também podem enfrentar problemas sobre a segurança de sua infraestrutura (pontes, hospitais, rodovias e serviços de emergência). Em países como o Brasil, a catástrofe climática ainda deve afetar a geração de energia, já que 64% das fontes do país são hidrelétricas. Isso ocorreria porque um clima mais quente e seco pode reduzir o volume de bacias hidrográficas brasileiras.  

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