Musicalização: conheça os ritmos baianos mais famosos

Saiba mais sobre o axé, o samba-reggae, o pagode baiano e o forró.

A Bahia é um verdadeiro berço de ritmos musicais. O povo baiano, festeiro e alegre, compõe músicas em cada beco e esquina do estado. O toque dos atabaques se mistura às guitarras elétricas, criando novos sons.

Por isso, quando o assunto é turismo cultural pela Bahia, não há como deixar a musicalização de fora. Os ritmos baianos falam muito sobre a história da região e são parte fundamental da cultura do estado.

Além de diversos estilos musicais terem nascido na Bahia, muitos também foram transformados pelos baianos. Na década de 80, em Salvador, por exemplo, a mistura do reggae com o samba de partido-alto gerou o samba-reggae.

Neste artigo, você vai conhecer os principais ritmos musicais da Bahia, bem como seus respectivos instrumentos e danças. Confira! 

Axé

O axé é um estilo de música contemporâneo que resultou da união de diversos elementos musicais, como forró, maracatu, frevo e reggae. Criado no início da década de 80, o ritmo se tornou um dos grandes símbolos do Carnaval da Bahia. 

O termo “axé” significa energia positiva e é utilizado como saudação na umbanda e no candomblé. Já os instrumentos utilizados neste são o baixo elétrico, a percussão e a guitarra elétrica. 

Em relação à dança, consiste na mistura de passos e gingados bem energéticos, formando uma dança marcada por pagode, pop e muita sensualidade.

Samba-reggae

O samba-reggae, chamado por alguns de samba-reggaeton, também nasceu na Bahia ao longo de 1980. O ritmo é fruto da fusão do reggae jamaicano de Jimmy Cliff e Bob Marley com o samba raiz. 

Quem criou e inseriu o samba-reggae no Carnaval de Salvador foi o maestro da banda do bloco afro Olodum, Neguinho do Samba.

A base desse estilo musical é a percussão, porém também se destacam atabaques, tambores, viola eletrônica (ao invés do cavaquinho), guitarra elétrica e outros instrumentos próprios da música latina, influenciados pela salsa, pelo candomblé e pelo merengue.

Para dançar o samba-reggae, é necessário “enfrentar” o seu parceiro, mantendo os braços esticados sem dobrar o cotovelo. Além disso, normalmente, o homem conduz e a mulher segue.

Pagode baiano

O pagode baiano, também conhecido como quebradeira, pagodão ou swingueira, é mais um estilo musical brasileiro criado na Bahia — mais especificamente em Salvador — e foi febre nacional entre os anos 1990 e 2000.

Este ritmo nasceu a partir da mistura entre o pagode e o samba-reggae, tendo como diferencial a inserção de percussão, que o torna mais agitado e geralmente acompanhado de danças coreografadas.

Os principais instrumentos usados no pagode baiano são o cavaquinho e o pandeiro, além da bateria, dos sopros, do repique e da guitarra.

Em relação à dança, as coreografias chamam a responsabilidade para si, sincronizando passo a passo, melodia, letra e batida. Os especialistas em pagode baiano costumam dizer que a dança tem o “remelexo” típico da Bahia e a atitude do hip-hop americano.

Forró

Além de ser um ritmo musical, o nome “forró” também é atribuído a uma dança nordestina. E não é à toa: tanto o estilo de música quanto a dança estão ligados à cultura e ao dia a dia da região Nordeste.

Existem algumas versões sobre a origem do nome desse ritmo musical, mas a mais aceita é a do pesquisador da cultura popular e folclorista Luiz Câmara Cascudo. Segundo ele, a palavra forró é uma abreviação de “forrobodó”, que significa farra; confusão; arrasta-pé.

De todo modo, os instrumentos base do forró são a sanfona, o triângulo e a zabumba, e uma das principais características da dança, realizada tradicionalmente em casal, são os corpos colados, transmitindo muita sensualidade.

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